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Vale a pena revidar uma traição?

Há um ditado que diz que chumbo trocado não dói. E no caso de uma traição, dar o troco é a melhor opção. Mas será que resolve?

A vingança é sempre uma resposta a um prejuízo emocional que a pessoa sofreu. Pode até ter prejuízos materiais, mas o que leva alguém a se vingar é sempre o lado emocional, por mais bem planejado que seja o revide. Portanto, a vingança é uma espécie de ressarcimento deste prejuízo emocional com o intuito que o outro passe pelos mesmos sentimentos, pela mesma dor. E quando isso acontece, vem aquela sensação de prazer.

No entanto, esta satisfação é passageira. Os sentimentos que feriram a pessoa traída, como a autoestima, no fundo não foram sanados. Daí, aquele gosto amargo de que a vingança não valeu a pena, persiste.

Buscar dar o troco é deixar de perceber o que de fato acontece consigo e com a dinâmica do casal. Num relacionamento é fundamental rever as expectativas que se tem sobre o outro. Quando acontece uma traição é preciso pensar em outras formas de reconstrução diante da perda, que no caso é a perda da confiança, do sentimento, da idealização do parceiro.

É preciso, então, perguntar-se o que de fato quer deste relacionamento. É preciso olhar para dentro de si porque o autoconhecimento possibilita o reconhecimento de si e do outro, com seus limites e possibilidades desta relação.

Encarar a situação de frente, sem fugas, é fundamental. E se as traições forem repetitivas, o ideal é vestir-se de amor próprio, colocar um ponto final e seguir em frente. O que não vale é manter um relacionamento para controlar o outro com frases do tipo “aguentei até aqui, agora vou até o fim”. Isso é atraso de vida.

Relacionamento é troca, é encontro. Ficar por ficar é fugir daquilo que o deixa insatisfeito e, assim, repetir o ciclo.É vingar-se de si mesmo.

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