Feita de isopor
Construir 370 m2 em seis meses sem estourar o
orçamento nem gerar entulho: valeu investir na casa

Será que é resistente? Aceita qualquer revestimento? E se molhar? Esse mar de
dúvidas invade a cabeça de quem cogita construir com isopor (o EPS, ou
poliestireno expandido). Embora seja tradicional nos Estados Unidos e Europa, no
Brasil ele começou a ser usado nos anos 80 e ainda hoje representa apenas 1%
do mercado. Mas o dono desta casa já conhecia o sistema quando comprou o
terreno de 530 m2 perto de São Paulo. Ele só precisava de uma força para
decidir-se e a engenheira Lourdes Delmonte Printes deu o empurrão. "Os painéis
de EPS, fechados com telas metálicas e argamassa, viram paredes reforçadas,
que dispensam vigas e pilares", explica ela, que constrói com esse método há
mais de 20 anos. Vantagens? "A agilidade da obra e a certeza de não estourar o
orçamento", diz o proprietário, que gastou R$ 730 por m2 em 2003. Hoje, com a
esposa e o filho de 4 meses, está satisfeito com a opção.
Quem fornece
A Monolite e a Hi-tech comercializam os painéis de isopor, oferecidos em medidas
e espessuras variadas. Ao receberem o projeto do engenheiro ou arquiteto, as
empresas calculam o número de placas e demarcam os vãos de portas e janelas.
Indicam mão-de-obra especializada no país todo, de empreiteiros à construtoras
de médio e grande porte. Testes de compressão do Instituto de Pesquisas
Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT) certificaram a resistência do EPS para
uso em residências. A Caixa Econômica Federal (CEF) estuda a possibilidade de
incluir esse tipo de obra em suas linhas de financiamento.

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